Comércio justo: como a Veroo consegue pagar pelo menos 25% a mais para os produtores?
“Como a Veroo consegue pagar pelo menos 25% a mais para os produtores comparado ao mercado tradicional?”. Essa é uma das perguntas que nós mais recebemos. Por isso, viemos aqui contar como a Veroo pratica o comércio justo com seus produtores.

O que é comércio justo para a Veroo?
Um dia fomos visitar uma produtora para gravação do material do mês – Dona Magda de Três Corações – MG, era pandemia e havíamos feito toda a negociação pelo WhatsApp, ela havia ficado bastante preocupada se éramos idôneos, pois ela nunca tinha visto uma empresa “oferecer mais” e dizer que ainda ia fazer visita para gravação de material.
Dissemos a ela que o pagamento era adiantado e assim o fizemos. Quando chegamos na propriedade de Dona Magda e nos sentamos à mesa para tomar aquele belo café da manhã que ela havia preparado, as lágrimas escorrem pelos olhos dela.

Esse momento é o auge e a validação do nosso trabalho e do nosso propósito. É a nossa garantia de que estamos no caminho certo. E esse é apenas um dos inúmeros episódios que temos para contar. Isso transforma, muda a forma como as relações se dão nesse mercado.
Portanto, nós acreditamos que o comércio justo muda o mundo e como as pessoas se relacionam com o café, transformando o seu café, genuinamente, de gente pra gente. Por isso, nós:
- Viajamos o Brasil, conhecendo produtores de café especial que são verdadeiros artistas e tem muita vontade e energia para fazer acontecer. Estabelecemos uma relação e buscamos conhecer a forma de operar de cada produtor além dos seus lotes de café e suas ações em relação a preservação de recursos naturais em sua propriedade.
- Acompanhamos de perto a produção e sempre fazemos avaliações gratuitas, que geram informação para que os produtores possam tomar melhores decisões tanto na produção quanto na comercialização.
- Quando fechamos negócio, pagamos pelo menos 25% a mais que o mercado Tradicional e enviamos a nossa equipe de Foto e Vídeo para a criação de um material completo de divulgação do trabalho daquele produtor. É visibilidade e Rastreabilidade feito de forma simples.
- Estudamos o lote de cada produtor e o nosso Mestre de torras elabora os perfis de acordo com as mais exigentes técnicas de produção existentes no mercado.
- Esse café muitas vezes chegaria sem rastreabilidade para o consumidor ou que seria exportado. Nós o levamos para a casa dos nossos clientes junto com a sua história e origem.
Como é feita negociação de café?
Sabe-se que a negociação do café em todo mundo é feita de acordo com a cotação da bolsa de valores de Nova Iorque e varia todos os dias, conforme o dólar e outras questões macroeconômicas.
O principal fator que afeta diretamente o lucro do produtor é a cotação da commodity, seguida do custo de produção.
Se tratando de um café tradicional, que assim como qualquer outra commodity é produzido e colhido sem muitos preparos, o modelo de negociação da bolsa de valores até faz sentido. Mas, se tratando de café especial, no qual tem toda uma preparação e cuidado diferenciado para produzir um produto “premium” não faz sentido, concorda?
Ou você acha justo um produtor de café que se preocupa com a qualidade, seleciona os seus grãos, tira as impurezas e defeitos e produz grãos de altíssima qualidade (acima de 80 pontos na escala SCA) negociar o seu café ao mesmo preço do café commodity (tradicional) que contém grãos defeituosos, impurezas e não tem nenhum cuidado no processo, que são encontrados nas prateleiras dos supermercados? É como comparar o
valor de um Fusca com uma Ferrari. Afinal, todos nós sabemos a diferença e a qualidade entre os dois carros, não é mesmo?
Infelizmente, essa não é a realidade! Hoje, os pequenos produtores de café no Brasil têm dificuldade em acessar o mercado e vender os seus grãos a um preço justo, ficando “reféns” da cotação da commodity. E, quando ganham alguma bonificação, é de cerca de apenas R$50 a R$100 a mais por saca, de acordo com alguns relatos de produtores.
Mas, você sabe por que isso acontece? Porque, para o café chegar até a sua mesa, ele passa por vários intermediários, que compram o café, revendem e colocam sua margem de lucro. Isso faz com que o café chegue no consumidor mais caro ao passo que o produtor, que deveria receber um lucro maior pelo seu café, não recebe.
Como a Veroo consegue praticar o comércio justo?
Fazer todo esse trabalho não é tarefa fácil, mas quando se tem um propósito por trás, se torna um fator motivador. Mas afinal, como a Veroo consegue praticar o comércio justo?

Veroo compra o café cru direto do pequeno produtor, elimina os intermediários de toda a cadeia, estuda o lote, faz uma torra adequada e leva o café direto para casa do consumidor. Isso permite uma negociação com uma margem maior com o produtor, que é de pelo menos 25% acima do mercado de commodity, e a prática do comércio justo. No entanto, antes do “boom” dos preços do café na bolsa de valores, a Veroo já negociou com o produtor 100% a mais no preço das sacas, em relação ao mercado.
Além disso, é muito comum o mercado exportar os melhores cafés, que são vendidos a preços altíssimos lá fora. Enquanto isso no Brasil, ainda é predominante na casa dos brasileiros os cafés tradicionais, incluindo o famoso “extraforte”, que nada mais é do que grãos de má qualidade queimados e que resultam em um forte amargor e um café preto, para disfarçar os defeitos e impurezas do café.
Por isso, a Veroo busca sempre praticar o comércio justo e dar mais reconhecimento e visibilidade para os pequenos produtores, negociando sempre de forma justa, pois isso incentiva não só a produção de cafés de qualidade no Brasil, mas também o consumo dele pelos brasileiros. Afinal, o Brasil é o maior produtor de café no mundo e nada mais justo que os brasileiros tomem o melhor café do mundo, não é mesmo?
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