Conexão Brasil – Itália

Conheça o mundo do café na conexão Brasil – Itália e confira o que tem de melhor nesse universo do café

“Buongiorno, vorrei um caffè, per piacere” (em português, “Bom dia, eu gostaria de um café, por favor”) é uma das frases mais faladas na Itália.  A relação do país Europeu com o fruto vem de longa data.  

Mesmo não sendo o país de origem do grão, os italianos se gabam por terem aperfeiçoado o processo de preparo e chegado à excelência na maioria das variadas formas de consumo. 

Apesar de brasileiros e italianos apreciarem café de formas distintas, temos uma conexão inegável em relação à bebida: nós, os maiores produtores de grãos de alta qualidade do mundo e os italianos, maestros da torrefação e venda de cafezinhos. 

A Itália não possui mais a tradição de cultivo do café, mas não quer dizer que a paixão por café tenha diminuído, talvez tenha até aumentado. 

Café está quase no sangue do italiano, se fazendo presente durante o dia, mas divergindo do nosso modo de degustar nossa querida bebida.

Podemos, aliás, nos assustar ao pedir um espresso por lá.  

Quando falamos de espresso  italiano, estamos nos referindo à uma pequena xícara, cheia apenas até a metade, bem concentrada e adocicada.

Daí entendemos sobre o que os italianos estão se referindo quando destacam sua forma única de tomar e preparar a bebida. 

Nessa pequena quantidade, eles dizem estar apenas as melhores qualidades do café e se orgulham com tal feito.  

Para conseguirmos apreciar um café espresso parecido com o nosso, que enche uma xicrinha na Itália, precisamos pedir um espresso lungo, mesmo assim, sentiremos a diferença de sabor, já que a concentração será maior.  

O mesmo acontece ao apreciar nosso querido cappucino italiano, que, na verdade, não possui chocolate, como a maioria que vemos aqui no Brasil.  

Originalmente, o capuccino italiano era servido com um pouco de leite e mel e teve sua criação vinculada a monges franciscanos, da Ordem Capucha.

Os monges usavam o leite e mel para tornar o sabor do café mais agradável ao paladar.  

Vale ressaltar que para o café ser consumido por lá, ele precisou ser batizado pelo Papa Clemente III (1536 – 1605), já que era muito apreciado por turcos muçulmanos, sendo mal visto entre os católicos.  

Relatos mostram que o Papa, antes de proibir ou liberar o consumo, quis experimentar um café da melhor qualidade.  

O livro “Coffee: a Connoisseur´s Companion”, de Claudia Roden, diz que ele falou: “Bem, esta bebida de satanás é tão deliciosa que seria um pecado deixar que somente os infiéis a utilizem. Enganemos satanás batizando-a”. E assim foi feito.  

Consumo italiano 

Para evitar confusão na hora de pedir por um cafezinho, na Itália, os bares, cafeterias, restaurantes e docerias costumas deixar um informativo com variáveis da bebida bem explicados nos balcões e cardápios.  

Por falar nisso, saiba que os italianos são rigorosos às formas de pedir um cafezinho.

Você não pode pedir como quiser, cada café tem um copo certo e método específico, fique atento.  

Esqueça também os “para levar”, você só consegue isso em cafeterias americanas por lá.  

Se não tem “pra viagem” e nem como escolher o copo, esqueça também os cafés fotografáveis.  

Eles são bem específicos quanto ao café por terem uma tradição e orgulho de longa data com a bebida, levando a sério os processos de preparo e consumo.

Para os italianos, café é coisa séria! E estão errados? 

Vamos ao que interessa:  

Explicação dos tipos de café italianos 

  1. Caffè Espresso: segundo os próprios, esse é o verdadeiro café. Apenas uma pequena quantidade, meia xicrinha, contendo as principais características extraídas. Ele é bem forte para o nosso paladar, mas é o do dia a dia dos italianos.  
  1. Caffè Dopio: nada mais é que o espresso duplo. Não chega a ser parecido com o nosso, já que a concentração ainda é bem maior que o nosso espresso brasileiro.  
  1. Caffè Ristretto: muitos já conhecem esse café, mas na Itália ele vem em uma porção ainda menor que metade da xícara e ainda mais concentrado, daquele de fazermos cara feia de tão forte. Mas também é um dos queridinhos dos italianos. Possui a mesma quantidade de cafeína do espresso normal. 
  1. Caffè Decaffeinato: é a opção sem cafeína, muito consumida depois de jantares e ceias, evitando a perda de sono.  
  1. Caffè Macchiato Caldo: quase nosso pingado. Os italianos adicionam ao espresso uma pequena quantidade de leite morno.  
  1. Caffè Macchiato Freddo: ainda sobre o pingado, mas o leite vem à parte e frio, assim você mesmo pode misturar ao seu espresso.  
  1. Caffè Lungo: esse é o que mais se assemelha com o nosso café, pois além do espresso, é adicionado uma pequena quantidade de água.  
  1. Capuccino: também chamado de Capputo pelos italianos, é um café quase longo com cerca de 100 ml de espuma de leite. Servido em uma xícara grande, pode conter uma pitada de cacau, chantilly e, em alguns lugares, mel. É consumido apenas na parte da manhã, sozinho, poucas vezes com algum acompanhamento doce. Fique atento, se pedir um capuccino à tarde e com acompanhamento salgado, pode atrair olhares incrédulos.  
  1. Caffè Corretto: o tracional café espresso com uma dose de licor. Na maioria das vezes, o licor é adocicado.  
  1. Mocaccino: é muito parecido com o nosso capuccino brasileiro, já que é o capuccino italiano com adição de chocolate quente e creme. 

Existem outras formas de se tomar café na Itália, mas essas são as principais e mais pedidas por lá!

Você já conhecia um pouco do café italiano e suas diferenças do nosso consumo?

Conta pra gente aqui nos comentários!!

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