Ondas do café: quais são elas? Explicamos

ondas de café

Todos os momentos do café na história foram marcados por “Ondas do Café”, definindo padrões de consumo e qualidade. Entenda cada uma delas.

Você já conhece a história das Ondas do café? Nosso amado grão teve sua origem lá no continente africano e percorreu um longo caminho até chegar à nossa xícara da forma que conhecemos. 

Por isso, dizemos que o café teve Ondas. Por enquanto, são três Ondas consolidadas, cada uma marcando um momento do grão no mercado. 

Porém, atualmente, especialistas afirmam que estamos na quarta Onda – e alguns já conseguem enxergar uma quinta. Neste artigo, vamos te contar um pouco mais sobre o assunto.

O Brasil, hoje, além de ser o maior produtor e exportador de café do mundo, também é um dos maiores consumidores.

Se você ama e se interessa pelo universo dos cafés especiais, vai gostar de saber um pouco mais sobre as Ondas da bebida, que ganham cada vez mais força na atualidade. 

1ª Onda do Café

No começo da cultura do café, o fruto era nada mais que um produto de bom valor de mercado.

Como não havia muita tecnologia, a produção era rudimentar – o que fazia com que os grãos fossem considerados todos a mesma coisa. 

Porém, final do século XIX e início do século XX, depois da Segunda Guerra Mundial, a bebida ficou popular no dia a dia dos países desenvolvidos. 

Com a industrialização, houve um aprimoramento dos métodos de cultivo, mas a qualidade não interessava, o que importava era a energia que o café proporcionava. 

Logo, ele se tornou um aliado fiel das refeições, combatendo aquela preguiça que vem depois de comer.

Nesse cenário de mudanças, o café ganhou força mundial, em grande parte pelo valor agregado. 

Os produtores viram a melhoria da produção como uma forma de expandir as plantações, mas ainda não se falava em como explorar novas variedades e diferentes nuances do grão. 

2ª Onda do Café

Na segunda Onda, já podemos ver as máquinas de espresso, que podem ser consideradas como o grande marco desse momento do café. Aqui foi onde surgiu a primeira cafeteria: a Peet’s Coffee, em Berkley, na Califórnia.

Não demorou muito para as máquinas se espalharem pelo mundo.

Os jovens começaram a apreciar o café e passaram a procurar por lugares para degustar a bebida, iniciando a abertura de mercado para cafeterias. 

Assim, começa a busca por sabores diferentes entre os grãos.

Aqui nosso amado café vira protagonista nas refeições. Ele não é apenas um acompanhamento, ele próprio possui acompanhamentos, como bolachinhas, bolos, tortas. 

A bebida também ganhou versões, sendo consumida com leite, chantilly e especiarias, sempre visando uma boa harmonização com o sabor.

Esse salto do café fez com que crescesse a procura por novos sabores da própria bebida, iniciando o ciclo de avaliações dos grãos. Aqui começamos a ver que, para a degustação, são levados em consideração aroma, acidez e corpo. 

Assim, a produção foi afetada, no sentido de que o tratamento do café, ainda nos cafezais, evoluísse, tivesse mais cuidado, mais empenho.

O preparo também teve um impulso, surgiram os baristas: pessoas que são especializadas em preparar a bebida de várias formas diferentes. Na segunda Onda aparece o nosso querido café especial.

3ª Onda do Café

A terceira Onda é a da apreciação. Vai além do simples fato de tomar café, é degustar o que está sendo consumido, levando em conta todos os atributos daquele grão, tanto sensoriais como para além disso. 

A preocupação abrange também o que está por trás do que está se tomando: leva-se em conta as condições de cultivo, como altitude e localização; história de quem produziu aquele grão; qual o impacto que ele possui na natureza nativa da propriedade em que foi cultivado e se usa agrotóxicos ou não. 

O consumo consciente do café chega com tudo, dando valor ao que é exclusivo, personalizado e único.

Vocês podem ver também que a terceira Onda não anula a segunda, ela entra em sobreposição, já que a maneira “tradicional” de consumo ainda está ativa para muitos. 

Porém, grande parte dos consumidores despertam para novos métodos de preparo, tornando-os quase um ritual, aprendendo a fundo como se preparar um café especial, com a temperatura da água no ponto certo e a quantidade devidamente medida.

4ª Onda do Café

Entre 2018 e 2019, começou a ganhar força a discussão sobre a quarta Onda do café

Muitos dizem que a terceira Onda já abrange todo o crescimento possível, mas a criadora do termo Ondas do Café, a barista com mais de 30 anos de experiência, Patricia Rothbeg, acredita que nenhum momento da história do grão foi dominado por uma só Onda. 

Segundo a especialista, os consumidores interagem com o café de diferentes formas, e as jarras de vidro delicadas, coadores importados e moagem feita na hora ficam distantes das experiências cotidianas. 

Ela defende que, no dia a dia, o comportamento é muito mais simples, podendo comportar um café de supermercado no trabalho, um café de posto de gasolina à tarde e, então, um café especial bem preparado à noite. 

Mas, então, onde está a quarta Onda? Muitos olham para essa quarta movimentação do café como o aprimoramento da terceira Onda. O que já era exclusivo, passa a ser personalizado. Seria a busca para atingir a perfeição ao seu próprio paladar. 

Para Patricia, a quarta Onda vai além. A especialista não afirmou com certeza qual o comportamento dos amantes da bebida nesse momento, mas enxerga a quarta Onda como a democratização dos grãos de alta qualidade, na qual todos os consumidores têm acesso ao café especial.

5ª Onda 

Sim! Estamos falando de uma quinta Onda. A quarta ainda não foi consolidada, mas já escutamos rumores da próxima. 

Isso porque o maior portal de informações da indústria do café no mundo, o Allegra World Coffee Portal, pesquisou e analisou 20 anos de padrões de consumo e produção de café, chegando ao resultado de uma quinta onda. 

O portal afirma que a quinta Onda seria uma culminação de todas as outras, mas com um grande salto em questão de visão e execução dos desejos, necessidades, e aspirações que a bebida desperta em consumidores altamente tecnológicos, como a geração dos millennials e futura geração z. 

A quinta Onda está diretamente ligada às cafeterias, podendo ser considerada como a Onda dos estabelecimentos de café. Ela engloba o atendimento ao público, o ambiente e a experiência proporcionados. 

São locais que estão sempre buscando a excelência, na qualidade da bebida e também em sua apresentação, gerando desejo de consumo e alto engajamento na mídia, dessa forma, estabelecendo com precisão seu público alvo. 

Como dissemos, essa última não anula as outras Ondas, então não podemos esquecer sobre a democratização do café especial. Todo esse requinte não tem como objetivo encarecer os cafés, mas focar na vivência que os consumidores terão com a bebida nos estabelecimentos comerciais. 

Agora que você já sabe tudo sobre as Ondas do café, conta pra gente em qual delas você acha que estamos! 

Nós aqui da Veroo ficamos sempre esperando cada novidade sobre esse universo maravilhoso dos cafés e surfaremos em cada onda para aprimorar nossa relação com os grãos, produtores e consumidores. 

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